
Quando quis ouvir falar sobre Tarancón pela primeira vez, foi então que pela primeira vez alguém falou de música de verdade; falou de historia; geografia; falou da "necesidad" de compreender um estilo musical pela sua biografia cultural.


(...) Viver é certamente um pouco de exprimir (...). Viver é testemunhar três vezes, no silencio, na flama e na imobilidade!
Se Rimbaud terminou seus dias na Abissínia sem escrever uma só linha, não foi pelo gosto da aventura nem por renúncia à sua condição de escritor. Foi “porque a coisa é assim mesmo” e porque, num certo ponto de nossa consciência, terminamos por admitir justamente aquilo que todos nos esforçamos por não compreender, conforme nossa vocação. Percebe-se claramente que, nesse caso, se trata de empreender a geografia de um certo deserto. Mas esse deserto singular não é sensível senão àqueles capazes de nele viverem, sem jamais eludir a sede. É então, e somente então, que ele se povoa das águas vivas da felicidade.
Pois conheço certos momentos e lugares em que a felicidade pode parecer-nos tão amarga que preferimos apenas sua promessa. Isso porque, nesses momentos ou nesses lugares, eu não tinha coragem bastante para amar, isto é, para não renunciar.


“- Ele é ação sem teoria, nós somos teoria sem ação."
Surpresas bastante agradáveis para quem já havia assistido outros dois filmes do mesmo diretor Richard Linklater, O Antes do Amanhecer e Antes do Por do Sol, encontrando os mesmos personagens, estrelados pelos atores Ethan Hawke e Julie Delpy em uma espécie de “continuação” das conversas dos dois filmes do diretor.
Um convite não para tentarmos entender alguma coisa, mas um gostoso, divertido e inteligente convite para complicar ainda mais esse fascinante diálogo com nós mesmos.
Ele disse: "- É sempre nossa a decisão de quem somos." - Aí vai a minha crítica à Sartre: "A decisão sempre é nossa, mas nem sempre podemos ou temos capacidade para sermos aquilo que desejamos..."


"Tivesse eu os céus bordados em tecidos envolvidos por luz dourada e prateada, tecidos claros e escuros representando o dia e a noite, eu os espalharia sob seus pés. Mas, como sou pobre, tenho apenas meus sonhos. Espalhei meus sonhos sob seus pés. Caminhe suavemente:
Você pisa em meus sonhos."
Ele mostra um coisa legal além de um romance platônico; crise histórica dos paises, Helen Hanff (Annie Bancroft) em uma relação incrível com o Frank Doel (Anthony Hopkins), resultando desse “encontro” um envolvimento criando um laço de amizade com todos os outros colaboradores da livraria. E sem falar na dimensão literária; pois você assiste e quando acaba, corre para um livro... Deixando o sabor das páginas e o cheiro das prateleiras.